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Doses de Inspiração

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Conexão, inovação e educação.

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Como resgatar a conexão com a natureza

  • Foto do escritor: Sarah Mota
    Sarah Mota
  • 6 de abr.
  • 4 min de leitura


De acordo com um estudo de Miles Richardson, a conexão humana com a natureza hoje é 60% menor do que em 1800. Essa sensação de desconexão se tornou comum, reflexo de um modo de vida que ignora os ciclos naturais.


Hoje nossos olhares estão vidrados nas telas dos celulares. Quase não paramos para observar o céu, sentir a passagem do tempo ou acompanhar os ritmos da natureza. Vivemos sob um ritmo acelerado, industrial e desconectado desses ciclos. Não é à toa que os casos de depressão e ansiedade têm crescido em todo o mundo.


Mas nem sempre foi assim. Nossos antepassados buscavam respostas no oceano, no céu e no sol. Os ciclos naturais guiavam a vida, tanto no sentido prático quanto espiritual.


Neste conteúdo, vamos mergulhar na história da conexão humana com a natureza. Vamos entender de onde ela vem, como segue viva nos saberes ancestrais e como podemos resgatá-la no nosso dia a dia.



A relação ancestral com a natureza


O ser humano sempre teve uma relação íntima com a natureza. Desde o nascimento, influenciamos o meio em que vivemos e, ao longo da história, percebemos o quanto ele também impacto na nossas vidas.


Isso deu origem à cosmovisão dos povos antigos, uma forma de enxergar o mundo em que tudo estava conectado. O ser humano não era separado da natureza, mas parte dela. Os ciclos do sol, da lua, das águas e das estações guiavam práticas, decisões e a vida cotidiana.


Filósofos como Heráclito e Aristóteles observavam o mundo ao redor para compreender a realidade. Para civilizações como a do Egito Antigo, observar o céu fazia parte da rotina. Essa prática ajudava a prever o clima e a se preparar para períodos de chuva e seca.


A desconexão com a natureza começou a se intensificar já na Idade Média, durante o Teocentrismo. Naquele tempo, todas as interpretações e decisões sobre a vida estavam ligadas à vontade divina, e o mundo natural passou a ser visto apenas como algo a serviço do ser humano.


Com a Revolução Científica e o surgimento do capitalismo, essa separação se aprofundou. Passamos a olhar para a natureza não como guia, mas como fonte de matéria-prima. Tudo o que ela oferece virou recurso para atender necessidades humanas.


E aí aterramos no momento atual! Paramos de buscar respostas sobre o mundo, o coletivo e os ciclos da nossa própria vida no céu, no oceano e na floresta. Hoje, voltamos nosso olhar para os celulares, a inteligência artificial e as redes sociais, tentando encontrar respostas profundas em ferramentas artificiais, desconectadas dos ciclos naturais.


Ainda assim, existem marés de esperança! Elas resistem nas tradições e saberes dos povos originários e das comunidades tradicionais, que até hoje mantêm uma relação intensa e próxima com o ambiente ao seu redor.



Ensinamentos que resistem


“À noite, céu vermelho, deleite do marinheiro; de manhã, céu vermelho, toma cuidado, marinheiro.”


Esse ditado mostra como é possível observar o mundo e aprender com ele. Ele segue vivo entre marinheiros que, até hoje, tomam decisões guiadas por um saber ancestral que atravessa gerações.


Essa atenção ao que nos cerca também pode inspirar e guiar o que criamos. Até hoje, comunidades afrocolombianas do Pacífico fabricam instrumentos de acordo com o oceano, como o cununo e o bombo. O som desses instrumentos está diretamente ligado à maré: para um som mais alto, é necessário aguardar a maré alta; para um som mais baixo, a maré baixa.



A forma como nos relacionamos com a natureza também pode ser diferente. Um exemplo são os povos originários do noroeste amazônico, que pedem, em suas cerimônias, permissão à floresta antes de colher ou cortar. Eles também detêm conhecimentos profundos sobre os ciclos da vida, como os períodos de florescimento, frutificação e reprodução dos animais.


Esses conhecimentos ancestrais revelam maneiras de viver que respeitam os ciclos da vida, orientando decisões e práticas diárias em sintonia com a natureza.



Como buscar a reconexão?


Reconhecer que somos parte da natureza é o primeiro passo para resgatar esse vínculo.


Na sociedade atual, esse pertencimento muitas vezes é esquecido. O meio ambiente é visto apenas como recurso, e nós, como algo à parte. Essa separação é cultural e socialmente construída, baseada em modelos econômicos e políticos que incentivam o consumo e o individualismo.


Socialmente, vivemos um período de esgotamento planetário que nasce dessa desconexão. Um relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) aponta que vivemos os dez anos mais quentes da história até 2025. Em uma de suas falas públicas, António Guterres, Secretário-Geral da ONU, alertou que, até 2050, pode haver mais plástico nos oceanos do que peixes.


Também sentimos tudo isso individualmente, em nosso corpo, na mente e na saúde. Nossa relação com o mundo ao redor tem consequências que atingem diretamente nossa vida diária. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 1 bilhão de pessoas vivem hoje com transtornos mentais, sendo a ansiedade e a depressão os mais prevalentes. Estamos vivendo vidas que não respeitam os ciclos naturais e, por isso, adoecemos.


Para buscar novos horizontes, é importante lembrar que somos animais, homo sapiens, que durante a evolução passaram a racionalizar e a criar o que chamamos de cultura. Essa característica nos diferencia dos outros animais, mas continuamos sendo um deles. Essa consciência precisa guiar nossa vida.


A retomada dessa conexão também depende do contato direto com o ambiente. Colocar os pés no chão, mergulhar e estar atento aos ritmos naturais. Atividades como caminhar em áreas verdes, surfar ou velejar podem se tornar vivências profundas, capazes de transformar nossa percepção.


A pesquisadora Catherine Kelly comprova que o contato com o oceano reduz o estresse e aumenta o bem-estar, reforçando que nossa saúde está profundamente ligada à nossa conexão com o mundo natural.



Convite Nas Marés


Aqui na Nas Marés, oferecemos experiências de conexão com a natureza e com o oceano. Nos inspiramos nos ciclos naturais para propagar novas formas de viver e pensar.


Acreditamos que esse contato profundo é essencial. Seja em atividades de sensibilização ambiental ou no avistamento de baleias, viver e se reconectar com a natureza faz parte de um processo de transformação do mundo e de nós mesmos.


Deixamos o convite para você vivenciar essa reconexão com a gente.




 
 
 

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