Bons ventos por aqui
- Nas Marés

- 13 de ago.
- 3 min de leitura

Depois de subir ao pódio da Impact League no ano passado, a Nas Marés
alcançou o segundo lugar na competição este ano. O ranking Better Planet reconhece quem mais transforma o planeta e o Oceano, dentro e fora d'água.
É a nossa segunda vez no pódio, mas o número que mais nos move nesta temporada é outro.
+8 toneladas recolhidas da Baía de Guanabara
Foi o que sustentou essa posição: limpeza, observação e educação ambiental feitas a muitas mãos, temporada após temporada, na baía que abraça o Rio de Janeiro. Mais de oito toneladas de resíduos retirados da água, quilo por quilo, com tripulação, parceiros institucionais e voluntários.
A Baía de Guanabara carrega uma reputação difícil, e ela é merecida. Quem navega ali, no entanto, conhece a outra face: uma baía que ainda abriga vida, sustenta comunidades inteiras e recebe visitantes que atravessaram o Atlântico para chegar até aqui. Cada tonelada recolhida devolve um pouco de condição a um corpo d'água que insiste em resistir.
A Impact League olhou para esse trabalho.
Uma parceria que navega no mesmo horizonte
A Nas Marés se orgulha de ser a parceira oficial de impacto da Mubadala Brazil SailGP Team.
O SailGP é vela de altíssimo rendimento, e a Impact League é o campeonato que corre em paralelo a ele. Enquanto as equipes disputam pontos nas regatas, disputam também resultados socioambientais medidos e ranqueados ao longo da temporada. O impacto entra na conta do placar, o que muda o peso de cada ação em terra.
Nessa travessia, contamos ainda com o apoio da World Surf League Brasil. Quem vive do Oceano tende a se encontrar.
Cada nó, uma amarração de compromisso
Uma das ações que nos levaram ao pódio começou com um problema banal de logística: o que fazer com os cabos do barco depois que eles deixam de servir à vela de alto rendimento.
A resposta veio pelo Better Ocean, em parceria com a WSL Brasil. Os cabos ganharam nova vida como amarração das boias de competição do VIVO Rio Pro, em Saquarema. O mesmo material que tensionou uma vela de regata agora segura no lugar as boias que delimitam a bateria de um surfista.
Do mar de regata ao mar das ondas. Nada se perde, tudo se transforma pelo Oceano. ⚓️
É economia circular na prática, sem a solenidade que o termo costuma carregar em relatório: um objeto que segue em uso porque alguém se deu ao trabalho de imaginar seu segundo destino.
O que fica além do ranking
O mesmo princípio sustenta cada uma das nossas expedições. A observação responsável de cetáceos, os hidrofones que permitem escutar o Oceano sem invadi-lo, a limpeza da baía, a sensibilização de quem embarca pela primeira vez e desembarca com outra ideia de mar.
Isoladas, essas ações não dão conta do tamanho do problema. Somadas, elas propagam algo que nenhum ranking mede com precisão: a mudança de perspectiva de quem passou a enxergar o Oceano de perto.
A Impact League nos deu um segundo lugar. A Baía de Guanabara nos deu oito toneladas de trabalho, e é esse o número que levamos para a próxima temporada.
Que venham muitas outras marés
Essa conquista pertence a todos os agentes de transformação envolvidos: parceiros, tripulação, instituições e cada pessoa que acredita que esporte e cuidado com o Oceano navegam lado a lado.
Muita maré de mudanças ainda vem por aí. 💙
Acompanhe os próximos passos da temporada no @nas_mares







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